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Professores

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Encontros

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Vagas

O Curso.

Belo Horizonte, esta cidade em processo. Somos jovens demais para decretar qualquer diagnóstico, constatação ou conclusão. Somos virgens demais para sermos comparados a São Paulo ou Rio de Janeiro. E intensamente proativos, proeminentes e revolucionários, se quisermos encontrar nosso lugar exato no universo, neste momento do tempo.

 

Belo Horizonte, um curso de debates que teve uma primeira edição experimentada pela Galeria quartoamado, agora é retomado e intensificado pelo Instituto Amado em parceria com o Nossa Grama Verde. Cada tema, uma aula e uma sala de aula diferente. Lançando um olhar fresco e clínico sobre uma cena efervescente, política e calorosa que revoluciona cotidianamente nossa maneira de viver, habitar e construir a cidade que vivemos. Seja através da mobilidade, das ocupações sociais e culturais ou através do uso do nosso espaço público. Seja através da sexualidade, do gênero, da arte urbana, do pixo, do grafite, da música e dos novos negócios de economia criativa.

 

Tudo está acontecendo aqui – e agora.  E os professores deste tempo são os amigos que esbarramos em bares e botecos de letreiros luminosos desta cidade republicana e modernista. Jornalistas, arquitetos, artistas, artivistas e articuladores de uma vontade ímpar de nos colocar no eixo das revoluções mundanas. E não há nada melhor que dialogar, ouvir e dizer, para aprender os próximos caminhos do sonho que andamos sonhando juntos. Olha só.

I. Introdução

Belo Horizonte tem se pautado cada vez mais por movimentos periféricos, marginais, contraculturais, que estão ressignificando e reconstruindo projetos e perspectivas. Uma cena cultural que antes era pautada simplesmente pela música, pela boêmia e outros valores que os jornais ainda noticiam, hoje é tomada de assalto por artistas, artivistas e novos movimentos políticos. O módulo de introdução do curso traça um panorama deste momento da cidade, tendo como condutores as iniciativas que fazem a curadoria do curso.

Nossa Grama Verde

Nossa Grama Verde

Um manifesto de apoio ao que é local em Belo Horzionte. O Nossa Grama Verde surgiu de uma rodada de sonhos de mais de 40 pessoas que participam de iniciativas locais em Belo Horizonte. Uma cidade é mais vibrante, criativa e diversa se quem mora nela conhece e valoriza as iniciativas locais. 

Instituto Amado

Instituto Amado

O Instituto Amado foi criado pela Galeria de arte quartoamado com o objetivo de amadurecer e desenvolver uma série de projetos com viés sociais, artísticos e educativos que vinham sendo experimentados e organizados em paralelo à agenda comercial da galeria.

II. Ocupação

Ocupações por moradia, ocupações por cultura, ocupações por direitos e por uma cidade melhor. Movimentos como a Ocupação Izidora, Dandara e o Espaço Comum Luiz Estrela representam marcos importantes na história da cidade, como forma de resistência, disputa contra as forças hegemônicas e reivindicação de direitos básicos. Repensar formas de aproveitamento dos espaços públicos nas cidades tem se tornado, cada vez mais, uma questão de sobrevivência. Ocupa! Resiste!

Charlene Cristiane

Charlene Cristiane

Ativista fundamental de Belo Horizonte, Charlene tem voz importante nas ocupações urbanas locais.
Bruna Chiaradia

Bruna Chiaradia

Integrante do Espaço Comum Luiz Estrela: ocupação artístico-cultural autogestionada de um casarão outrora abandonado pelo Estado. 

III. Rolê Lagoinha

Escondido pela rodoviária, cortado por viadutos e radicalmente transformado com a chegada do trem metropolitano, o bairro Lagoinha, que fica na região Noroeste de Belo Horizonte, é marco importante na formação da cidade, na medida em que é um bairro suburbano, mas efervescente, tendo, no passado, um comércio agitado, botequins sempre abertos, cinemas, e sendo ainda um dos primeiros bairros da cidade de origem operária. Nessa aula, iremos conhecer um pouco mais desse bairro, suas histórias e suas peculiaridades.

Bernardo Biagioni

Bernardo Biagioni

Jornalista e curador da Galeria quartoamado e Instituto Amado, Bernardo Biagioni dedica a vida à desvelar caminhos e possibilidades de Belo Horizonte com o CALMA, grupo de corredores livres e caminhantes marginais.

Filipe Thales

Filipe Thales

Publicitário, modelo, empreendedor e produtor cultural, Filipe está sempre em movimento, do rap, do samba, do funk, da Lagoinha, de onde veio, está de coração. Modela, cria, faz e acontece, representa, movimenta e não descabela.

IV. Território

Belo Horizonte são muitas. E muito desta cidade acontece para além dos limites do que foi planejado pela Comissão Construtora da Nova Capital, lá no final do século XIX. Para apresentar e discutir noções do nosso território, convidamos dois personagens emblemáticos para visitar o passado. Uma aula sobre as periferias, as marginais e os rios invisíveis do velho novo Curral Del Rei.

Guto Borges

Guto Borges

Historiador e figura emblemática de diversos movimentos da cidade como o Carnaval, bandas independentes e bailes de passinho.

Alessandro Borsagli

Alessandro Borsagli

Alessandro Borsagli é graduado em Geografia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e pesquisador atuante nas áreas relacionadas ao espaço urbano, com ênfase em geografia urbana e história das cidades (memória urbana), no que diz respeito ao processo de desenvolvimento, de urbanização e requalificação do espaço. 

V. Baixo Centro

Qual é a real do Baixo Centro? Durante muito tempo se acreditou que a Rua Aarão Reis se tornaria a “Lapa Mineira”. Uma rua boêmia, tomada por bares contemporâneos, alta e baixa gastronomia, shows e demais movimentações. Espanca e Duelo resistem. Contudo, foi-se Bordello, foi-se Baixo. E a Sapucaí vem com tudo. Mas qual será o futuro da Sapucaí?

FamÍlia de Rua

FamÍlia de Rua

Coletivo por trás do Duelo de MCs e de diversas movimentações urbanas da cidade.

Jordana Menezes

Jordana Menezes

Uma das vozes da Benfeitoria, espaço proativo na efeverscente Rua Sapucaí.

VI. Mobilidade

Belo Horizonte tem um dos piores trânsitos brasileiros. Estimativas apontam que, se nada for feito, cedo ou tarde a cidade vai parar. Tendo em mente que uma cidade saudável é uma cidade em movimento, este é um debate caloroso em relação a alternativas, possibilidades e políticas públicas para o futuro. Vamos de bike?

BH em Ciclo

BH em Ciclo

A BH em Ciclo – Associação dos Ciclistas Urbanos de Belo Horizonte – é uma instituição sem fins lucrativos, formada por cidadãos que optaram pela bicicleta e defendem o direito desse meio de transporte transitar pelas vias da capital como qualquer outro veículo.
Eveline Trevisan

Eveline Trevisan

Trabalhando com projetos urbanos na Prefeitura de BH desde 1993, Eveline integrou à BHTrans em 2001. Atualmente coordena o Programa Pedala BH, cuja gestão é feita com ciclistas. A apropriação da cidade pelas pessoas tem sido seu foco de estudo e trabalho.

VII. Música

Música independente, em que pé estamos? Nos últimos 10 anos muitas bandas da cidade desapareceram. Por sua vez, o rap nunca esteve tão forte. Um convite a pensar nos avanços e recuos da produção local, tendo como ótica cenas de rap, samba e MPB.

Djonga

Djonga

Uma das figuras mais aclamadas do rap brasileiro, Djonga é cria da zona leste belohorizontina – e dedica sua música a falar da sua origem.
Laura Lopes

Laura Lopes

Diretora do encontro internacional Música Mundo e da Disco Produções, Laura tem circulado por diversas feiras de música mundo afora como forma de fortalecer a presença do MM no calendário internacional e representar a música feita em Minas Gerais. O Música Mundo se consagra como uma plataforma de encontros profissionais da música brasileira em intercâmbio com o mundo. Laura Lopes é cantora e compositora, produz seu trabalho solo e integra o Coletivo ANA, (coletivo musical formado por 7 cantautoras), o grupo de improvisação Frito Na Hora e a Orquesta Atípica de Lhamas, de música latina.

Marcus Maia

Marcus Maia

Nascido e criado em baixadas de Belém, é formado em história pela UFMG. Produtor e pesquisador do documentário Roda, foi idealizador e produtor ( junto com Mestre Conga) do grupo Velha Guarda do Samba de Belo Horizonte e fez curadoria de exposição sobre samba e carnaval no Museu Histórico Abílio Barreto. Atualmente prepara a edição e publicação de manuscritos inéditos do historiador Abílio Barreto sobre os primórdios do carnival belorizontino, é supervisor histórico do projeto Mapa da Folia (responsável pela pesquisa da história do carnaval de Belo Horizonte e de São Paulo) e é colaborador do projeto Almanaque do Samba e do caderno Pensar do jornal Estado de Minas.

VIII. Arte Local

Quando falamos de arte brasileira, urbana e contemporânea, talvez não exista lugar mais curioso para se estar do que aqui – e agora. Próximo do Inhotim e sede do Cura, festival de empenas que está ressignificando o horizonte da cidade, BH tem se tornado roteiro indispensável para quem pesquisa, gosta e consome arte. Seja via instituições. Seja na rua.

Bernardo Biagioni

Bernardo Biagioni

Jornalista e curador da Galeria quartoamado e Instituto Amado, Bernardo Biagioni dedica a vida à desvelar caminhos e possibilidades de Belo Horizonte.
Brígida Campbell

Brígida Campbell

Artista e professora, Brígida Campbell é autora do livro Arte Para Uma Cidade Sensível, dentre uma série de projetos que investigam a arte na cidade.
Goma

Goma

Goma já foi um dos maiores pixadores brasileiros, e agora se dedica ao graffiti e a loja Real Grapixo.  
Juliana Flores

Juliana Flores

Juliana Flores é uma das idealizadoras do Cura, festival anual de pinturas em empenas, que está redefinindo o horizonte da cidade – e inserindo BH no roteiro mundial de arte urbana.
Maria Eugênia Salcedo

Maria Eugênia Salcedo

Diretora artística adjunta do Inhotim, trabalha no Instituto desde 2005, onde desenvolve projetos e pesquisas ligadas à mediação, educação e arte.

IX. Empreendedorismo

Muito além do que iniciativas criativas e atuais, uma aula para apresentar negócios que significam resistências. Caminhos e direções de empreendimentos que, além de “apenas empreender”, batalham diretamente para transformar vidas e contextos. Essas vozes, que tem muito o que ensinar, precisam ser escutadas.

Dandara

Dandara

Dandara decidiu ainda jovem transformar a realidade em que vivia por meio do empreendedorismo. Construiu uma marca de camisetas com dizeres de empoderamento negro que hoje tem como resultado um instituto em Belo Horizonte para promover serviços de moda, beleza e cultura afro-brasileira.  Além disso promoveu os eventos “Encrespa Geral” e “Miss Black Power”, no Rio de Janeiro e Minas Gerais. 

Tatiana dos Santos Silva

Tatiana dos Santos Silva

Tatiana é co-fundadora do Fa.vela, a primeira aceleradora de base favelada do Brasil. O projeto oferece educação empresarial e acelerações de negócios para residentes de favelas modelarem empresas.

Duda Salabert

Duda Salabert

Duda é fundadora da Transvest, uma ONG que objetiva combater a transfobia e incluir travestis, transexuais e transgêneros na sociedade.

X. Horizontes

Para onde estamos indo, afinal? Instituto Amado e Nossa Grama Verde retornam na última aula com uma reflexão das vivências colhidas ao longo do mês – e um exercício de imaginar horizontes possíveis.

Agenda

Junho 2018

As aulas são de 19h30 as 22h30. Nos finais de semana, encontramos às 9h30.

As aulas acontecerão em locais distintos, sempre de acordo aos temas em questão.

Cada convidado tem cerca de 30min de apresentação. Depois abrimos as discussões.

Algumas aulas terão práticas opcionais. Portanto prepare-se para pedalar.

GRAÇAS AO APOIO DAS STARTUPS AMADAS CABIFY, MAXMILHAS E SYMPLA,

Este é um curso de R$500 com 20 vagas para bolsistas

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